30/03/2012

Bem vinda seja tu,mente que pensa...


Sobre a proposta para sair do reducionismo.


Eis que entre  todos “ismos” (pessimismo,conformismos,modismos,psicologismos..) se encontra o homem. Ao que parece, todos estes lugares comuns e bem comuns, já não servem e não se sustentam. O ser humano  começa  transbordar na ordem social que criou. Somos criadores e sempre desde sempre, reféns de nossas criaturas, estas que nos impõe para o andar em sentidos antagônicos e paradoxais.

No entanto se avaliarmos com uma lupa existencial, a que se considerar alguns pontinhos de convergência. 

Derruba-se muros e se constrói barreiras. Cai um império sob dominação de outro. Dita-se uma religião e mata-se uma cultura (politeísta Grega por exemplo). Ha neste movimento um quê de sobriedade ante a inconsciência das grandes massas , que reagem automatizadas sobre qualquer verdade que as façam esquecer da dor, das diferenças, da falta de alcance a caminhos dignos a existência. Respondem às vezes hipnotizadas por certos apelos políticos, diante certos silogismos psicológicos, imantados por falácias perversas como maquinas de descontração emocional. Eis o homem, aqui no Sec. 20, refém de seus "brinquedos" refém de seus "Sistemas", refém da solidão.

Toda a construção social parece servir aos que não se alimentaram do conhecimento, dos que existem na resistência biológica, sem se incluir no mundo de discernimentos lógicos.  Então precisamente aqui surgimos nós ,minha cara amiga meu caro amigo, que neste ínfimo espaço tentamos "trepidar as paredes", e estas nos respondem em câmera lenta , porque talvez aqui sejam mais prisioneiras as opiniões e manifestações do que em espaço aberto. 

Temos que nos fundamentar, não podemos apenas dizer do mundo, temos que arrecadar validação em frases celebres,em mentes já aprovadas pelo alivio das décadas, em respostas empiristas , porém , onde está o novo? Onde esta o homem? Quando vamos ter uma antropologia que nos apresente a este ser que ressurge de si mesmo, que pariu a si mesmo no decorrer de sua própria e recente historia no mundo?

A que se exercitar o bom pensar, transcender as apostilas utilizar o discernimento atualizar nossos dados mentais religar as idéias e estruturá-las no saber (tão reconfortante ) que a revelação dos humanos através da historia podem oferecer. Então se formularmos o seguinte, “eu estou aqui e penso”. Antes eu existo para depois eu penso, nesta linha chegamos à cultura que é feita e construída historicamente no existir, este existir pode ou não incluir o exercício do discernimento. A bem da verdade, ouso inferir que tudo deságua para nós no processo de expurgar competências, até o ato pleno de existirmos em todos os recantos, que nos viabilizam como seres ai.

22/03/2012

Amor Fati

Durante a leitura de Ecce Homo, pude entender melhor o conceito de Amor Fati em Nietzsche


"Não querer nada de diferente do que é, nem no futuro, nem no passado, nem por toda a eternidade. Não só suportar o que é necessário, e menos ainda dissimulá-lo (…), mas amá-lo…"


Exatamente esse é o sentimento que a visão da realidade  traz, quando consigo sentir o outro na sua verdade, mesmo que ela não seja a mais desejada , a mais esteticamente bela, nem mesmo próxima a minha verdade. 


O simples fato de reconhecer a diferença ,as formas e as substâncias que compõe  universo singular do outro, sua força e acima de tudo sua  singularidade e fragilidade, tudo isso me faz amar o que nele posso capturar ,mesmo que meus olhos e minha mente o contestem de forma cética e neutra,não ha como escapar dessa  incrível  capacidade de transbordar vida que cada ser possui em seu intimo.


Historicidade

Através da historicidade de uma pessoa ,podemos descobrir como o seu mundo se reflete ,na forma que ela sente,pensa e vive.A Filosofia Clinica anuncia a formação da EP ou Estrutura do Pensamento.Partindo dos registros históricos , selecionados pela própria pessoa ,das experiências vividas em todos os níveis, desde os sensoriais mais diretamente percebidos pela mente até os abstratos redigidos a partir dela. A forma e a substância dos conteúdos mentais vão mobilizar o sujeito no mundo,e o peso que cada tópico do pensamento tem, ira revelar a  Autogenia , entendida como tudo aquilo que é e existe para a pessoa enquanto ai e enquanto capaz de estar e transitar pelo mundo que é seu e que esta representado a partir de si mesma.Vale lembrar que  a historicidade que ela nos apresenta , nem sempre refletem aquilo que ela é, as vezes o roteiro que ela nos entrega ,sofre influências do momento, ou mais ainda pode estar comprometido com algo que foi passado  como uma verdade ,porem não necessariamente é condizente  a ela mesma, provocando um certo estranhamento uma desconfiança auto-dirigida ,então a pessoa fica perdida entre aquilo que pensa e percebe de si ,do mundo contextualizado pela narrativa  e aquilo que seu roteiro existencial apresenta.Cabe ao Filosofo Clinico transitar com serenidade por estas possibilidades e ajudar a pessoa em seus próprios movimentos, seja porque isso pode ser uma busca ou simplesmente por que é assim que  consegue se revelar ou seja porque é assim que vai acontecendo o movimento da clinica em direção a ela .

07/03/2012

A curitibana é feminina e sabe o valor que esta qualidade tem - Viver Bem - Comportamento - Gazeta do Povo



Para a psicóloga e filósofa Alba Regina Bonotto, os dados mostram que a mulher tem consciência da sua feminilidade e gosta dela. “Questões como mercado de trabalho, bem como o fato de estar casada, solteira ou divorciada, até mesmo de ter ou não filhos, estão longe de ser um impeditivo para que as mulheres deixem de ser e se perceber como são”, diz.




A curitibana é feminina e sabe o valor que esta qualidade tem - Viver Bem - Comportamento